quinta-feira, 7 de julho de 2011

Minha historia

Tudo começou quando uma amiga ligou e me disse que onde ela havia adotado, tinha uma menina de 3 meses disponivel e ninguem na fila para adota-la, eu já habilitada e esperando por uma princesa, não pensei duas vezes, liguei imediatamente e pedi para adota-la.
Recebi logo de cara uma pergunta que me fez pensar o porque de se ter uma habilitação, "você já tem filhos", porque essa pergunta se me apresentei como adotante e habilitada... depois descobri que para a Assistente Social daquela comarca e sei lá de quantas outras o fato de já se ter filhos pode impedir a adoção, ou seja elas é que escolhem para quem a criança vai.
Eu imaginava que depois de tantos papéis, depois de tantos cursos e tantas entrevistas, voce segue uma fila unica e quando a criança aparece e é a sua vez, pronto ela é sua.
Já tenho 3 filhos biológicos e queriamos muito uma menina e não importava como ela seria, eu já era mãe, portanto a menina que Deus me enviasse seria uma benção, meu perfil era aberto, qualquer raça e qualquer cor.
 Ainda argumentei com a Assistente Social que há pessoas se filhos que escolhem os bebes como se estivessem no supermercado, querem exatamente iguais a eles e que dependendo de como a menina fosse, não seria adotada, isso eu disse sem nem mesmo perguntar como ela era. Para mim isso nem importava.
Não deu outra, no dia seguinte ela me ligou informando que a promotora mandou me chamar, que a menina era minha, pois o outro casal chamado de uma cidade vizinha não gostou da minha filha... "ela é muito escurinha"
Foi uma mistura de revolta, nojo, piedade com felicidade pois para mim era  como se tivesse ganho na loteria.  Minha princesa finalmente chegaria.
Infelismente a historia não acabou por ai, chegando lá outra impecilho... a idade, eu já tinha 48 anos e meu marido 49 anos, ninguem perguntou a idade e para a Assistente Social eramos velhos demais para adotar.

Passamos pelo desespero de algumas horas de angustia, esperando pela decisão da Assistente Social, que não queria nos entregar a menina, da promotora que  nos aceitou e mandou nos chamar e também da conselheira tutelar chamada para desempatar o caso, essa depois de  alguns testes de afetividade, sentiu que o casal mais preparado para adoção da menina eramos nós.
Ela era linda... perfeita.... era feita na nossa medida ...."como alguem pode falar que não gostou dela"...
De posse do documento de guarda, saimos na mesma hora de volta para casa com nossa princesa nos braços e com a certeza de que era aquela.... que Deus demorou mais que aquela era a menina certa para nós.

Um comentário:

  1. Pior é que continuamos a ver nos noticiários desse país, mulheres que matam, abandonam ou jogam como lixo seus filhos RN. Até quando veremos isso acontecer, porque as autoridades não mudam as leis de adoção. São tantas pessoas querendo adotar e tão poucas crianças disponíveis.. porque tão poucas? que justiça é essa que ao invés de tirar definitivamente as crianças dessas mães que não as querem, que abandonam que maltratam e as colocam em definitivo em lares adotivos imediatamente. Quando se tira a vida de alguem só se perdoa quando é legitima defesa, porque então insistir em dar chances as biológicas que entregam a sorte seus filhos... esses sim não tem como se defender.

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